sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

UM FILÓSOFO (Do Espanto e da Beleza)-(4)

"Nós vemos o lavrador voltando  do seu campo ao anoitecer; nem ouvimos a flauta do pastor quando ele guia o seu rebanho ao redil; nem estendemos os braços para tocar o poente; nossa narinas  não anseiam mais pelas rosas de Sharon. Não, não honramos reis nem reinos; nem ouvimos o som das harpas, salvo quando as cordas são tocadas pelas mãos; nem vemos uma criança brincando  em nosso bosque de oliveiras como se fosse uma jovem oliveira. E todas as palavras precisam nascer de lábios carnais, senão nos consideramos uns  aos outros surdos e mudos."

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