terça-feira, 26 de abril de 2011
UMA DAS MARIAS (DE SUA TESTEZA E DE SEU SORRISO)
JOSÉ DE ARIMATÉIA: DEZ ANOS DEPOIS-( As duas correntes do coração de Jesus)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
DA MÚSICA
-
- Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
e do Amor.
Sonho do coração humano,
fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
e desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
e dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
e a ouvir com os corações.
O PRÓXIMO
Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um
grilhão.
Que haja, antes, um mar ondulante
Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa
alma.
Enchei a taça um do outro,
Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma
taça.
Dai do vosso pão um ao outro,
Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo
pedaço.
Cantai e dançai juntos,
Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,
mas deixai
mas deixai
cada um de vós estar
sozinho.
Assim como as cordas da lira
Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.
Dai vosso coração,
Dai vosso coração,
mas não o confieis à
guarda um do outro.
Pois somente a mão da Vida
Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso
coração.
E vivei juntos,
E vivei juntos,
mas não vos
aconchegueis demasiadamente.
Pois as colunas do templo
Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.
E o carvalho e o cipreste
E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um
do outro.
Gibran Kahlil Gibran -
FALA-NOS DO AMOR.
- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.
Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.
Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor basta ao amor.
E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.- Khalil Gibran
Ainda ontem pensava que não era.
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Ainda ontem pensava que não era
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mais do que um fragmento trémulo sem ritmo
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na esfera da vida.
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Hoje sei que sou eu a esfera,
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e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.
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Eles dizem-me no seu despertar:
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" Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia
-
sobre a margem infinita
-
de um mar infinito."
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-
E no meu sonho eu respondo-lhes:
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-
"Eu sou o mar infinito,
-
e todos os mundos não passam de grãos de areia
-
sobre a minha margem."
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Só uma vez fiquei mudo.
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Foi quando um homem me perguntou:
-
"Quem és tu?"
-
-
Kahlil Gibran
quarta-feira, 13 de abril de 2011
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